PLATAFORMA DIVERSIDADE NA LIDERANÇA

29 e 30 de Novembro de 2017 - Villa Blue Tree - SP

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Entrevista: Guilherme Ribenboim, vice-presidente do Twitter para América Latina

Recentemente o Twitter virou notícia por estender para 20 semanas a licença paternidade em toda a América Latina, incluindo o Brasil, ação igualitária de pais e mães na vida de seus filhos que colabora para a reintegração das mulheres ao retornarem ao trabalho e também com o avanço de sua carreira. Conversamos sobre a importância desse tipo de ação nas empresas com Guilherme Rebenboim, vice-presidente da Twitter na América Latina, e um dos palestrantes do Painel CEOs – He For She, que acontece durante a 6ª edição do Fórum Mulheres em Destaque. O executivo falou sobre o programa de liderança feminina Twitter Woman, viés inconsciente e a diversidade e a inclusão dentro da empresa. Confira:

Fórum Mulheres em Destaque - O Twitter tem o programa Twitter Women. Você pode falar um pouco mais sobre a iniciativa e como ela tem sido desenvolvida especificamente no caso do Brasil?

Guilherme Ribenboim - O Twitter Women, uma das iniciativas de diversidade da empresa, é composto por um grupo de funcionários (mulheres e aliados) que fornecem orientação e desenvolvimento profissional para todas as mulheres que trabalham no Twitter, promovendo uma cultura inclusiva, respeitosa e compreensiva. O projeto visa à valorização da liderança feminina a partir de iniciativas que englobam desde a simples troca de experiência entre mulheres em diferentes posições, passando por programas de qualificação para o bom exercício da liderança, até o engajamento dos homens, seja como chefes, pares ou parceiros.

FMD - Ter mulheres nos postos de comando dentro de grandes organizações leva a quais tipos de mudanças e benefícios para essas empresas?

 

GR - A inclusão e a diversidade trazem diferentes pontos de vista que geram conversas mais ricas, melhores soluções e progresso. Isto não só no ambiente de trabalho, mas em qualquer lugar. Por conta dessa troca de ideias e das diferenças de opinião, uma equipe mais diversa tende a tomar melhores decisões.

 

Além do mais, o Twitter é uma plataforma aberta em que as pessoas se conectam umas às outras para falar de seus temas de interesse. O Twitter viabiliza uma democratização de vozes e opiniões - e essa inclusão e diversidade, tão inerentes ao nosso negócio, são imperativas também para a companhia e o nosso ambiente de trabalho. A composição do nosso time e a missão da própria plataforma caminham lado a lado, e é aí que está o valor disso tudo.


FMD - Quais os diferenciais que você pode apontar entre a liderança feminina e a liderança masculina? Por qual motivo?

 

GR - É importante ressaltar que nós não priorizamos um grupo em detrimento de outro e, por conta disso, não fazemos qualquer tipo de comparação. Nosso propósito é criar um ambiente em que as pessoas prosperam não apesar das suas diferenças, mas por causa delas. E é por isso mesmo que fugimos dos estereótipos: cada pessoa tem uma contribuição e um olhar para agregar em qualquer discussão.

 

FMD - Como executivo de uma empresa que valoriza a diversidade, quais conselhos e dicas você daria para outros executivos que gostariam de introduzir a questão da equidade de gênero em seus negócios?

 

GR - Sabemos que o ser-humano tem uma tendência natural e inconsciente a se sentir melhor quando está entre “iguais”. Isso quer dizer as pessoas ficam mais confortáveis quando estão ao lado de quem tem a mesma raça, nacionalidade, gênero, orientação sexual ou origem, como se fosse uma espécie de reflexo de si mesmas. Partindo dessa premissa, nós fazemos no Twitter um treinamento de vieses inconscientes para que os nossos funcionários prestem mais atenção nessas questões; a ideia é que eles reflitam sobre os estereótipos inconscientes que todos nós carregamos por conta da criação ou de influências externas e culturais e bloqueiem esses preconceitos ao avaliar pessoas e tomar decisões relacionadas a elas. Esse exame de consciência é um grande passo para a inclusão.

 

FMD - Como engajar outros líderes homens para a questão da equidade de gênero e da liderança feminina?

 

GR- Uma das frentes em que o Twitter trabalha o engajamento com a questão da equidade de gênero é o #ElesPorElas (#HeForShe), iniciativa comandada pela Organização das Nações Unidas (ONU). A campanha foi lançada há pouco mais de dois anos pela ONU Mulheres como um movimento de solidariedade global para a igualdade de gênero que incentiva todas as pessoas ao redor do mundo a se juntar para promover a mudança. O Twitter é uma das 10 empresas Campeãs de Impacto que apoiam o #ElesPorElas, e o movimento tem feito parte das conversas em tempo real na plataforma, que vem criando espaços significativos para que esta campanha global prospere.

 

FMD - Em todo o mundo, o Twitter estendeu o período que os pais podem ficar em casa com o nascimento de um filho, equilibrando a questão da licença parental. Na sua opinião, atitudes desse tipo ajudam a tirar as mulheres de uma posição de fator de risco para as empresas por conta da maternidade? Como isso tem sido visto na América Latina?

 

GB - Desde de julho deste ano, o Twitter oferece a licença parental de 140 dias para os seus funcionários. Os pais têm o mesmo período de afastamento do trabalho ao qual as mães que trabalham no Twitter têm direito após o nascimento de seus filhos. A iniciativa, válida também para casos de adoção, faz parte de uma série de ações da empresa voltadas à qualidade de vida e à equidade de gênero. O benefício está em linha com a cultura de trabalho no Twitter, que valoriza a flexibilidade e o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Isso facilita a priorização da família neste momento importante e a participação igualitária de pais e mães na vida dos filhos, colaborando também para a reintegração das mulheres no retorno ao trabalho e para sua carreira no futuro. Com a política, a empresa luta contra estereótipos de gênero e dos papéis tradicionais dos pais na família, além de promover uma visão sem preconceitos sobre a paternidade, não importa de que forma ela ocorra. Esta é uma abordagem mais inclusiva ao envolver tanto as mães quanto os pais no benefício da licença.

 

Vemos que existe um interesse muito grande de outras empresas latino-americanas em adotar políticas desse tipo. E o Twitter quer liderar esse movimento a partir do exemplo. Nossa intenção é estimular outras companhias a pensar sobre o assunto e implementar políticas semelhantes.

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