PLATAFORMA DIVERSIDADE NA LIDERANÇA

29 e 30 de Novembro de 2017 - Villa Blue Tree - SP

Voltar para Notícias Exclusivas

Notícia:

Maria Luiza Lima Bueno fala sobre a importância das cotas para alcançar a equidade de gênero no Congresso

Em 2003, a Noruega criou as cotas para as mulheres na política na busca da equidade de gênero. A partir dessa iniciativa, outros países foram mapeando a situação das mulheres na política para incluí-las no processo eleitoral.

No Brasil, a presença feminina na política é baixíssima, em torno de 10% no Legislativo, sendo que as mulheres são mais da metade da população. O país ocupa o 123° lugar no ranking, uma das últimas posições no mundo.

A falta de representação feminina no Congresso e a criação de cotas para as mulheres são assuntos que vêm sendo cada vez mais discutidos nas corporações e até mesmo no Senado.

Desde 1997, a legislação exige que 30% dos candidatos de cada partido sejam mulheres, mas essa lei é driblada e os partidos costumam utilizar candidatas que não têm nenhuma perspectiva de se eleger, só para cumprir a ordem. Dessa forma, os partidos não investem em propaganda e em nenhuma divulgação das candidaturas femininas.

Em entrevista com a Maria Luiza Bueno, Gerente de Compliance e Jurídico da BR Home Centers, que participa do Comitê de cotas do Grupo Mulheres do Brasil e do Grupo “80 em 8”, ela contou que assumiu a frente das questões das cotas para mulheres no Brasil.

De acordo com Maria Luiza, estamos vivendo um momento muito especial na política, porque as mulheres têm mais liberdade para se expressar e participar, mas ainda falta muito para alcançarmos a equidade. A gerente jurídica tem um papel fundamental na história das cotas no Brasil, considera-se uma ativista “mão na massa” que busca trazer mais transparência para o sistema eleitoral.

Para ela, a importância das cotas está nos negócios. “A diversidade, de uma maneira geral, é sempre bem-vinda e tende a trazer melhores resultados para uma empresa e para o país”, afirma.

“A participação das mulheres na política oferece uma visão mais holística, com menor apetite de risco, elas fazem questionamentos que os homens não fazem. E existem estudos que comprovam que ter uma mulher no negócio pode gerar uma valorização maior no resultado final”, comenta Maria Luiza.

Para a gerente, as cotas são muito importantes para corrigir uma distorção cultural que existe na política. “A proposta é que as cotas sejam transitórias, com limite de 10 anos, para alcançarmos a equidade, pois se deixarmos o mercado corrigir naturalmente, isso não acontecerá tão cedo.”

Maria Luiza acredita que a criação de cotas nas cadeiras do Parlamento e o trabalho com votos em lista intercalados entre homens e mulheres são boas alternativas para contribuirmos para o aumento do número de mulheres no Congresso.

“O Brasil é historicamente um país conservador e o Congresso segue essa mesma característica histórica e cultural, com uma maioria masculina na frente dos altos cargos.” Ela acredita que é preciso trazer transparência para o processo eleitoral, olhar sempre de frente a questão de gênero e encará-la com maturidade. “O objetivo das cotas não é desmerecer nem facilitar a vida de ninguém, mas sim aumentar a participação das mulheres na política para futuramente alcançarmos a equidade”, finaliza.

Maria Luiza é integrante do Grupo Mulheres do Brasil e do Grupo do “80 em 8” que, juntos, estão trabalhando para reapresentar o projeto das cotas ao Congresso, em um contexto novo e mais estruturado para que ele possa ser rediscutido.

Grupo 80 em 8

Segundo estudo da FGV, 80 anos é o tempo estimado para que a equidade de gênero seja alcançada o Brasil. O Grupo “80 em 8” surgiu para mudar essa história e acelerar o processo de voz ativa e de poder da mulher e tentar reduzir de 80 para 8 anos este tempo.

A ideia é conseguir avançar na política e em outros setores em 8 anos, trabalhando em várias frentes e com apoio de várias iniciativas, uma delas é a criação das cotas no Parlamento.

O objetivo é trazer mais transparência para a participação feminina, e fazer com que as empresas mostrem seus números e iniciativas, tratando o tema de forma mais aberta. O Grupo também incentiva a mentoria e criou um esquema de mentoring de mulheres executivas.

A equidade de gênero e a ascensão das mulheres aos cargos de liderança serão alguns dos assuntos abordados no 5° Fórum Mulheres em Destaque, nos dias 25 e 26 de novembro, na Fecomércio.

Voltar para Notícias

Promoção e Organização
CKZ Diversidade
Telefone: 11 2387-0111 - 2389-1161
Av. Brigadeiro Luiz Antônio 2504 Cj 71
Edifício London - Jardim Paulista
São Paulo - SP – 01402-000
Empresa Parceira
Atento Cargill Ingersoll Rand Monsanto TE Connectivity Tozzini Freire White Martins Cooperação
ONU Mulheres HeForShe

A CKZ Eventos é proprietária do Fórum Mulheres em Destaque e do Fórum Gestão da Diversidade e Inclusão e detém todos os direitos da marca.
CKZ Eventos - Av. Brigadeiro Luiz Antonio 2504 Cj 71 - Edifício London - São Paulo - SP - CEP 01402-000 – Tel.: (11) 2389 -1161 | 2387- 0111

Área restrita
Desenvolvido por Badah Comunicação Integrada
FECHAR